O Apogeu Do Feudalismo
A formação da sociedade feudal se deu no final da Alta Idade Média (sec. V a X.), mas seu auge só se deu entre os sec. XI e XV, durante a chamada Baixa Idade Média. Nesse período, a nobreza e o alto clero possuíam interesses em comum e concentravam em suas mãos poder e propriedades de terras, mas a Igreja estava acima de tudo e de todos. [Os dois tipos de relação – Vassalagem e servidão]. Desde o século IX, fontes literárias afirmam que o mundo medieval era uma sociedade de ordens compostas: orar (religiosos/Igreja), combater (guerreiros/cavaleiros) e trabalhar (servos). A Igreja se impunha como a primeira entre todas as ordens e essa justificativa era religiosa. Ela se colocava acima dos cavaleiros, pois diziam que “dedicavam a vida a deus, orando e conservando sua castidade”, alguns cumpriam à risca, outros não. [A Igreja dizia sobre aos servos o pecado universal de trabalhar]. Esse caráter eterno e inquestionável seria abalado pelo crescimento comercial ocorrido na Europa ocidental a partir do século XV.
Esse crescimento resultou e estimulou o primeiro movimento de expansão militar no Ocidente – As cruzadas, convocada pelo papa Urbano II e tinha como objetivo conquistar a Terra Santa, Jerusalém, berço do cristianismo, dos “infiéis” turcos seljúcidas. Além disso, havia uma convergência entre os interesses do papa (que queria reunificar as Igrejas de Roma e Constantinopla, separadas pelo Cisma de 1054) e o imperados bizantino (que queria apoio militar do Ocidente para deter o avanço muçulmano). Para encorajar cavaleiros [indulgências]. No séc. X houve a Paz de Deus, movimento para cristianizar os cavaleiros, onde eles prestaram juramento sobre as relíquias sagradas, manter a paz e proteger a sociedade. Entre 1020 e 1040, a Trégua de Deus impôs aos cavaleiros que não podia haver conflitos em dias santos no calendário instituído pela Igreja.
[Falar sobre heresia]. O acúmulo de riquezas e o abandono de valores do Evangelho estimularam o