A ética como potência e a moral como servidão
Autora da resenha: Sandra Maria Silva Oliveira(14706)
Acadêmica do curso de Nutrição/Unieuro
(…) os corpos débeis e impotentes não suportam a alegria da metamorfose e sentem-se ameaçados pela velocidade, pela ligeireza, pela leveza, pela dança, pela ousadia das forças ativas que deslizam numa superfície de encontros corpóreos (…).
Luiz Fuganti Assim, segundo a concepção platônica, atribui-se à lei o poder de salvar o homem, pois este estaria dominado por tendências perversas visto sua “natureza” incompleta estar sempre em falta: eis o homem endividado, culpado, interminavelmente pagando seus juros existenciais. Por esses bizarros caminhos é que se chega a desejar a própria sujeição como se da liberdade se tratasse. Quando queremos formar nossos cidadãos, investimos em assujeitamento. Eis todo o cinismo da idéia moderna de liberdade (FUGANTI. 2001, p. 02). Ainda sobre o tema, Deleuze, vai nos apontar que: Espinoza afirma: não sabemos o que é um corpo. Ele refere-se à chamada consciência e seus decretos, da vontade e seus efeitos, dos meios de dominar o corpo, das paixões. E diz: o corpo ultrapassa o conhecimento que dele temos. Por isso, a consciência é o lugar de uma ilusão. Ela recolhe efeitos, mas ignora as causas. Em suma, as condições em que conhecemos as coisas e tomamos consciência de nós mesmos condenam-nos a ter apenas idéias inadequadas, confusas. Reduzidos à consciência dos acontecimentos, não podemos sair do assujeitamento; temos, portanto, que interrogar as produções sociais (DELEUZE. 1974, p. 267). No campo da moral — muitas vezes confundido com o da ética — aquela que impõe deveres a instâncias exteriores (o Estado, o bem, a lei, a razão, Deus, as hierarquizações e os valores declarados universais e transcendentes ao tempo em que emergiram). Assim, segundo Deleuze, é importante voltarmo-nos para uma potência positiva que nega tanto os modelos quanto as