A vida da população afro-descendente no território brasileiro
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE GLÓRIA DE DOURADOS
CURSO DE GEOGRAFIA
ADRIANE PEREIRA LIMA RODRIGUES
A VIDA DA POPULAÇÃO AFRO-DESCENDENTE NO TERRITÓRIO BRASILEIRO
GLÓRIA DE DOURADOS – MS
2012
A VIDA DA POPULAÇÃO AFRO-DESCENDENTE NO TERRITÓRIO BRASILEIRO
Quando os portugueses começaram a colonizar o Brasil, utilizaram o trabalho indígena, primeiro por meio de escambo, depois pela escravidão. Mas, diante dos obstáculos que encontravam para conseguir escravos índios, começaram a comprar escravos trazidos da África.
Desde os primeiros tempos da expansão portuguesa pelo litoral africano, século XV, os escravos negros estavam entre as mercadorias mais lucrativas. No início, os próprios portugueses atacavam as aldeias e capturavam os negros para vendê-los em Portugal. Logo, porém, os traficantes começaram a estipular as guerras entre os diferentes reinos, comprando os prisioneiros dos vendedores ou de mercadores africanos. E, com o passar do tempo, algumas tribos africanas se especializaram na captura de escravos, trocando os cativos por produtos europeus e das colônias.
O tráfico de escravos não interessava apenas aos comerciantes, mas também a Coroa portuguesa que recebia 10% do valor desse comércio, e a própria Igreja que apoiava o tráfico, já que os negros escravizados seriam convertidos ao catolicismo.
Iniciado na primeira metade do século XVI, o tráfico de escravos negros da África para o Brasil teve grande crescimento com a expansão da produção de açúcar, a partir de 1560 e com a descoberta do ouro, no século XVIII. A viagem para o Brasil era dramática, cerca de 40% dos negros embarcados morriam (fome, sede e doenças infectocontagiosas) durante a viagem nos porões dos navios negreiros, que os transportavam.
No decorrer do tempo, o tráfico foi crescendo. É difícil saber com certeza a quantidade de africanos que foram levados de sua terra pelos traficantes europeus.
Dessa forma, os negros foram chegando ao