A trilogía de amar
Vi caminhando pelo mar de gentes, nesse enorme quintal, de paredes pintadas e cartazes de ídolos sem identidade. Esses olhos verdes grandes olhando sem mirar, e ali ficou quieto, como uma cena dos filmes em branco e preto, ficou quieto, mas o vento movimentava devagarinho os seus cabelos.
Intransigente, escuro luar, continuava caminhando pelo mar de gentes, e até os mágicos sons das estrelas passaram em murmúrio pela terra dos vivos. Tempo depois ele bateu a porta da minha vida, e outra vez o olhar dos dois se misturaram na exuberante beleza da paisagem urbana, entre fumaça e vento norte, típico dos dias de setembro.
Todo começou assim, mas assim mesmo é como acontece o amor nos adultos? Existem um sem fim de ideias, teorias, descobrimentos científicos, receitas, bulas, idiotices, bruxarias, feitiços, bobagens, etc. O amor é isso do que se fala sem algumas vezes entender das coisas dele.
Amar é tão simples, como escrever à palavra mesma? Mentira, as coisas lindas, de verdade, custam muito de acontecer como um simples fato de vida. O amor é intimidade, é paixão e é decisão.
Sucumbir ao pedido mudo de intimidade é como cair dum céu de pérolas até a beira do mar dos prazeres mundanos ou cheirosos de suor de fidelidade, num respiro forte cheio de desejos de carinho da mão que corre pelo corpo permeado de tremor. Num sentido oculto, mas ao mesmo tempo visível o amor é isso, só dar é a melhor comunicação.
As paixões do amor, só vivem segundo ao ar que respiram, é o tempero das relações dos amantes, com luz ou sem luz, as paixões reparam corações machucados dos outros. Liquido de sensações candentes e frias quando o momento o requere, asas de entes espiritualistas que com doçura e inteligência audaz lambem como canções ao amor dos amores.
Um ato cerebral aparece na cena seguinte, a decisão cognitiva do aquilo que se quer, separando com a faixa da realidade, incluindo aquilo que é amado com a força do interior dos vagalumes do pensamento. Abrange