A sociedade romana
Paul Marie Veyne é arqueólogo e historiador francês, especialista em Roma antiga. Veyne estudou na Escola Normal Superior de Paris e em seguida foi membro da Escola Francesa de Roma. Posteriormente foi professor da Universidade de Provença. Ele obteve a fama ao escrever um livro chamado Como se escreve a História?, onde em oposição à tendência quantitativista que predominava na historiografia francesa da época, afirma que a História seria uma espécie de narrativa literária, só que baseada em fatos reais; nessa obra ele foge um pouco das correntes marxistas e estruturalistas dominantes e põe em xeque o intuito da História em se tornar uma ciência pura. A princípio adota essa concepção narrativa de reflexão sobre a História. É também considerado um historiador adepto do hipercriticismo histórico.
Paul Veyne também é considerado um grande intérprete da obra de Michel Foucault e a partir desse momento, revê e modifica sua própria obra, afastando-se de seu posicionamento inicial. Veyne também lecionou no Collège de France.
A obra A sociedade romana, cujo título original é La Societá Romana, com a tradução para o português de Maria Gabriele de Bragança e Clara Pimentel, divide-se em duas partes: Sociedade, economia e direito e As mentalidades.
Na primeira parte, denominada Sociedade, economia e direito, ele discorrerá sobre os escravos romanos, suas condições, sua diversidade e especificidades; sobre o que ele denomina de escravos-colonos e sobre as ligações do direito com o suicídio, o fisco, escravatura e capital romano.
Na segunda parte, denominada de As mentalidades, discorrerá sobre o mito e a realidade...