A QUEST fO SOCIAL NO CAPITALISMO M
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Pós–graduação Administração e Planejamento de Projetos Sociais
A "questão social" no capitalismo monopolista e o significado da assistência *
O objetivo deste texto é apreender as novas determinações da "questão social" nos marcos da consolidação do capitalismo monopolista na sociedade brasileira e da constituição do Estado "autocrático-burguês", bem como as derivações disso decorrentes para o Serviço Social. Estes são pré-requisitos para compreender o significado das novas demandas que a nova conjuntura apresenta aos Assistentes Sociais. A análise deverá ressaltar o caráter do Estado em suas relações com as classes sociais, especialmente as implicações do novo padrão de dominação para as classes trabalhadoras1.
A presença das grandes corporações, operando diretamente ou por meio de filiais no cenário da vida brasileira, contribuiu, até a Segunda Guerra, para dinamizar a economia competitiva dependente, ao mesmo tempo em que concorreu para a expansão monopolista das economias centrais, através do excedente acumulado em suas operações no nosso país.
É a partir da década de 50 que a economia brasileira se incorpora a esse padrão de desenvolvimento, como um de seus pólos dinâmicos na periferia dos núcleos hegemônicos centrais. Tal integração adquire novo alento com os governos militares, quando o capital monopolista passa a contar não apenas com o espaço econômico que conseguira abrir na economia, mas com o respaldo de uma política econômica capaz de articular a ação governamental com os interesses dos grandes empresários.
É nessa transição do capitalismo competitivo para o padrão monopolista de acumulação, possibilitada pelo grau de avanço relativo da economia do País, capaz de absorver as práticas industriais, financeiras e de consumo requeridas pela concentração e centralização do capital, que se verifica o que Fernandes qualifica de "crise e consolidação
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* Texto redigido em 1981, extraído da dissertação de