A qualidade nos morros pacificados da grande tijuca
O que mudou na rotina dos moradores e comerciantes da Grande Tijuca, bairro que possuí a maioria das favelas ocupadas pela Unidade de Polícia Pacificadora
José Mariano Beltrame, secretário de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, vem recebendo muitos aplausos e críticas rareadas a respeito da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPP’s. Após mais de três anos da ocupação da primeira comunidade e da avaliação predominantemente positiva que vem recebendo, Beltrame afirma que o programa não deve parar onde está, e que até 2014, as quarenta unidades prometidas serão entregues à população de diversas áreas de risco da cidade.
Reunimos, então, dados e declarações de moradores, comerciantes e de quem vive o dia-a-dia da favela para compararmos com o que o secretário diz, o que a polícia se depara e se os números refletem a satisfação de quem mora nos locais pesquisados. Apesar de a ocupação territorial devolver áreas antes de risco ao domínio público, é necessário mais que apenas armas para dar a qualidade de vida necessária à população.
Após a desocupação das comunidades do poder do tráfico de drogas por meio de ação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, em levantamento com base nas estatísticas e ocorrências recebidas pela polícia com relação a crimes decorridos nestas áreas, comparou os números de infrações da lei antes e depois da instalação do poder policial.
Logo após o primeiro ano de ocupação, os morros do Borel, Andaraí, Turano, Formiga e Salgueiro, tiveram sua rotina modificada, e ao longo de três anos, já há uma redução de 62% na taxa de homicídios em comparação ao mesmo período de 2008, anterior à ocupação. Até o final de 2009, houve um total de 19 casos de assassinato; já em 2008, 21. Com relação aos números de 2011, num período que corresponde aos meses de janeiro