A Publicidade Um Cadaver Que Nos Sorri
Davi Junior, 25 anos, publicitário, professor de literatura, fã de animação e um entusiasta da cultura pop mundial.
Review: livro “A publicidade é um cadáver que nos sorri”
Resenha: Toscani, Oliviero (2004/1996). A Publicidade é um Cadáver que nos Sorri; 5ª edição, Rio de Janeiro: Ediouro
Se há algo que não podemos deixar de falar de Oliviero Toscani é de seu legitimo atrevimento.
Uma pessoa atrevida responde e pergunta o que aparentemente não deveria, tira, mexe, troca, vira, ou seja, muda as regras do jogo (ou pelo menos tenta).
E é isso que Toscani faz com todo o mundo publicitário atual em eu livro “A Publicidade é um Cadáver que nos Sorri”: tentar alterar o modo como as pessoas e os profissionais da área encaram o modo sistematizado com que são criadas as propagandas do nosso cotidiano.
Seja em outdoor's ou em seu livro, Toscani está sempre a surpreender.
Toscani foi um dos fotógrafos mais odiados do início dos anos 90, quando assumiu as campanhas da United Colors of Benetton, uma mega indústria da moda internacional.
Com uma idéia diferente do que era fazer publicidade, o italiano resolveu provocar a reflexão sobre temas como AIDS, preconceito e violência em suas peças ao invés de vender os produtos da Benetton.
Numa mistura de imagens chocantes e ao mesmo tempo belas, essa campanha ganhou os outdoors e as páginas das revistas da Europa e do mundo, ou pelo menos da maioria desses veículos, já que muitos deles consideraram as imagens de roupas ensangüentadas, de uma negra amamentando uma criança branca ou mesmo de um padre beijando uma moça na boca, muito extravagantes e sensacionalistas.
O livro é uma mistura de desabafo, portfolio, autobiografia e opinião sobre a publicidade.
Trata de toda a repercussão gerada na época. O autor conta como eram as coletivas de imprensa que ele e Luciano, dono da Benetton, tiveram que encarar nos diversos países por