A ORIGEM DO PENSAMENTO ECONOMICO
1. As Origens do Pensamento Econômico
1.1. O Pensamento Econômico na Antiguidade
1.2. O Pensamento Econômico na Idade Média
1.3. O Mercantilismo
1.4. A Fisiocracia
1. AS ORIGENS DO PENSAMENTO ECONÔMICO
As escolas de pensamento econômico constituem um conjunto sistematizado de idéias, valores e princípios teóricos, mas sempre vinculados às questões políticas, sociais e éticas. Sendo assim, os pressupostos e conclusões de cada corrente de pensamento econômico, bem como os resultados de suas investigações científicas estão inteiramente condicionados por sua matriz ideológica.
Durante muito tempo a economia constituiu um conjunto de soluções a problemas específicos e orientava-se por princípios gerais de ética, justiça e igualdade. As justificativas dos conceitos eram muito mais de natureza moral, não existindo, até Smith, um estudo sistemático das relações econômicas.
1.1. O PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE
Na Antiguidade Clássica, a maior parte da população era composta de escravos, que trabalhavam em troca do básico para a sua subsistência (roupas e alimentos). Todo o produto excedente a essas necessidades básicas dos trabalhadores era apropriado pelos senhores de escravos. A economia era eminentemente rural e as cidades desenvolveram-se com o avanço das trocas comerciais. Estas cidades eram politicamente independentes umas das outras, e a navegação desenvolveu-se com a expansão do intercâmbio comercial.
Os autores da Antigüidade, tanto na Grécia, quanto em Roma, não possuíam um pensamento econômico geral e independente. Havia o domínio da Filosofia e da Política sobre o pensamento econômico.
Neste sentido, embora o termo “economia” (oikosnomos[1]) tenha surgido na Grécia, a predominância da Filosofia sobre a sociedade não favorecia o desenvolvimento da análise econômica.
Existem algumas reflexões de ordem econômica em Platão (427-347 a.C.) e Xenofontes (440-335 a.C.), mas muito incipientes. Aristóteles apresentou algumas