a mulheres e a ditadura militar brasileira
Fight to maintain, fight to break: women and the Brazilian military dictatorship
Mateus Gamba Torres
Doutorando em História Social (Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS) mateustorres@ig.com.br Resumo
Durante a ditadura militar brasileira, diversos grupos de mulheres, empreenderam ações no sentido de apoiá-la. Essas donas-de-casa, católicas, foram as ruas protestar contra o governo e o comunismo ateu que segundo elas poderia destruir sua famílias. Em contraposição diversas mulheres engajaram-se em movimentos de contestação a ditadura militar, inclusive em organizações armadas, questionando a política repressiva, e rompendo com os papeis socialmente estabelecidos a elas.
Palavras-chave: Ditadura. Mulheres. Catolicismo. Anticomunismo.
Abstract
During Brazil's military dictatorship, several women's groups have undertaken actions to support it. These housewives, house, Catholic, were the streets to protest against the government and atheistic communism which according to them could destroy their families. In contrast, several women engaged in movements against the military dictatorship, including armed groups, questioning the policy of repression, and breaking their socially established roles.
Keywords: Dictatorship. Women. Catholicism. Anticommunism.
Introdução
O regime de força instalado no Brasil em 1964 apresentou à população uma série de discursos no sentido de convencê-la da necessidade da deflagração desse golpe de estado para que a ―ordem‖ fosse restabelecida. O governo, segundo os militares, deixava-se levar pela ―subversão‖ e pelo comunismo. O próprio Ato Institucional nº 1 deixa bem claro que ―os processos constitucionais não funcionaram para destituir o governo, que deliberadamente se dispunha a bolchevizar o país‖ (BRASIL, 1964).
Para esse grupo de militares ―bolchevizar o país‖ era uma frase repleta de significados. Transformar o