A Mulher Egípcia
A mulher egípcia na sociedade faraônica teve um papel fundamental, pois era ela a geradora da família, a pessoa que proporcionava o ‘’equilíbrio da casa’’. Muito se discute se a sua posição era de igualdade perante o homem, pois aparentemente elas possuíam os mesmos direitos e obrigações que os homens, o que raramente ocorria nas civilizações da antiguidade. Isso talvez se deva ao matrimônio social (semelhante ao que vem acontecendo com o casamento civil) que não era interferido pelo poder eclesiástico. Isso legitimava a herança para os filhos e para as filhas, o que tornava uma sociedade de certo modo neutra em relação à dominação patriarcal ou matriarcal.
As principais atividades produtivas da parcela feminina era a de fabricação de pão e cerveja, a fiação e a tecelagem. Já nas épocas de trabalho servil obrigatório para o estado, as mulheres tinham funções como: confeccionar pães e rações e distrubui-las aos trabalhadores e serviçais. Entretanto, os cargos políticos mais altos sempre eram destinados pelo faraó (corriqueiramente homem) aos homens, como os sacerdotes, por exemplo. Porém, algumas mulheres nobres ocupavam importantes cargos dentro do clero como de Sacerdotisa Pura.
Com todos esses dados, podemos afirmar que a sociedade egípcia diferenciava e segregava muito mais seus cidadãos por sua nobreza e posição social do que propriamente pelo seu gênero biológico. Isso é de extrema raridade se tratando de antigas civilizações, pois normalmente se distinguia muitos valores e princípios entre homens e mulheres e etnias. Portanto, na medida do possível, a mulher faraônica pode sim ser comparada á do século XXI se contextualizado os fatos, pois possuía praticamente os mesmos direitos civis mas na prática isso nem sempre acontecia, como na contemporaneidade.
Por Nardi, Alexandre Monaco - graduando do curso de Licenciatura Plena em História - Faccat