A metodologia nas obras de Heródoto e Tucídides
Carina Pereira Bickel - Estudante do primeiro período do curso de História na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
1 - Metodologia da História.
Ao estudar a metodologia de qualquer área de conhecimento, as lentes do estudo focam em como foi investigado e retratado o material já produzido na área. A Metodologia da História por exemplo, é definida por Jacques Le Goff como “um ramo da ciência histórica que estuda a evolução da própria ciência histórica...” (1988, p. 07). Trata-se de uma disciplina introspectiva, que examina a si mesma.
A pergunta primordial que um pesquisador da Metodologia da História deve procurar esclarecer é: “O que é a História?”. E foi com essa pergunta que Paul Veyne começou a introdução de sua obra “Como se Escreve a História” (1998). Logo em seguida o autor acrescenta outras questões básicas, mostrando que como a filosofia, a metodologia também tem grande interesse nas indagações.
“ ‘ um determinado fenômeno não pode ser só explicado pela sociologia: o recurso a uma interpretação histórica não o tornaria mais inteligível?’será a história uma ciência? Debate vão! Não seria a colaboração de todos os pesquisadores desejável e a única fecunda?’ ; ‘não deveria o historiador dedicar-se a construir teorias?’ ” (Veyne, 1998)
Outro tópico de extrema importância na Metodologia da História é a dialética passado/presente. Encontramos diferentes formas de lidar com este tópico dependendo do pensador ou época. P. Lacombe, defensor da história positivista, buscava uma representação unilateral do real e considerava o passado acabado e imutável. Enquanto Marc Block, pensador da “Nova História”, defendeu que o passado é mutável e deve ser interpretado considerando todo o contexto histórico da época em questão. O futuro também é objeto de estudo, principalmente quando consideramos que as inovações usam de experiências anteriores; seja como inspiração ou como