A luz natural é muito importante
O nome da arquiteta paulista Esther Stiller é, sem dúvida, uma das mais fortes referências em iluminação arquitetural no país. Pioneira, ela vem se dedicando a essa área desde 1967, quando, como estudante na Universidade Mackenzie, estagiava no escritório do professor de desenho industrial Lívio Edmondo Levi.
Além de professor e designer, Lívio Levi foi o primeiro a atuar profissionalmente no então novo espaço de atividade que se abria para os arquitetos.
Com a morte prematura de Levi, em 1973, Esther passou a dirigir o escritório e a dedicar-se ao uso da luz artificial como elemento de definição e qualificação dos interiores das edificações, da paisagem e dos espaços urbanos.
Qual era o panorama da iluminação de arquitetura no final dos anos 60, quando você começou a atuar na área?
Vi a expressão lighting design, pela primeira vez, em um livro sobre iluminação, trazido da Itália pela mãe de Lívio Levi. A profissão que hoje se chama lighting designer é relativamente recente.
Não gosto da expressão, porque já está muito vulgarizada. Em meu cartão de visitas, uso lighting architect, porque sou uma arquiteta especializada em iluminação. O lighting designer é, muitas vezes, um profissional que migrou da área cênica, foi utilizado pela arquitetura, mas, como não tem formação de grau superior específica, passa a ser chamado assim. E, como ocorre com toda profissão que não exige título ... qualquer um pode ser.
Quando você começou, que nome se dava à profissão?
Não sabíamos que nome dar a nossos projetos. Apesar do consenso, por parte dos arquitetos, de que a iluminação era absolutamente necessária, o que existia era a engenharia luminotécnica, que é o lado objetivo da matéria chamada iluminação. Luz é a matéria-prima, e iluminação a técnica de aplicação da matéria-prima.
A parte objetiva da técnica de iluminação foi desenvolvida a partir da lâmpada elétrica, cuja