A LEI INICI TICA DO SIL NCIO
Faz muitos anos, não nos lembrarmos quantos, escrevemos um artigo intitulado "A Lei Iniciática do Silêncio", considerando a sua importância e o valor que o silêncio tem na formação do maçom.Exaltávamos, na ocasião, a necessidade de se seguir com rigor essa nossa Lei, submetendo os Neófitos, desdeentão, ao seu cumprimento rigoroso. Achou-se por bem, daí por diante, em nosso grupo, em nossa Loja, incluir,além das instruções normais contidas nos Rituais, os comentários sobre a obrigatoriedade do silêncio a que de-verão estar submissos os Aprendizes e Companheiros, a não ser, evidentemente, em suas exposições de Trabalhos eperguntas devida e disciplinarmente solicitadas ao seu Vigilante responsável.Desde então, e lá se vão vários anos, relembrarnos essa necessidade, quase orgânica, da preservação e prática dosilencio. Sem esse exercício estaremos,achamos nós, irremediavelmente alijados do real entendimento da riqueza com que os Símbolos se nos apresentam naquele estágio de nossa trajetória maçônica,Não era outro, nos lembramos agora, o objetivo com que os grandes mistérios da Antiguidade treinavam os seus adeptos Neófitos, obrigados que eram a permanecer em silêncio por anos a fio, algumas até impondo a obrigatoriedade do silêncio perpetuo.Por ser uma sociedade lniciática, a maçonaria, herdeira de alguns usos e costumes dessas escolas antiquíssimas, aproveitou esses hábitos para moldar o caráter daqueles que se sujeitaram ao Cerimonial de Iniciação. Não é por conta dessa herança de usos e costumes, pinçados da distante Antiguidade, que devemos acreditar e nos autorizar a afirmação, como ouvimos, com certa insistência, em discursos entusiasmados,que "a Maçonaria e' milenar ".já era o SILÊNCIO um dos atributos que as sociedades mais primitivas e selvagens exigiam de seus guerreiros nos seus Ritos de passagem. A responsabilidade que recaía sobre os seus ombros era muito grande. A vida de seu povo dependia de sua força, de sua