A história sobre a dieta
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A História da Dieta
As cozinhas das culturas em volta do Mediterrâneo foram desde a antiguidade baseadas em cereais, particularmente em vários tipos de trigo. Mingaus desse cereal e de outros, como a aveia, e mais tarde o pão, se tornaram a alimentação básica e representavam a maior parte das calorias ingeridas para a maioria da população. A dependência de trigo permaneceu grande ao longo da época medieval, e, com o crescimento do Cristianismo, espalhou-se para o norte. A centralidade do pão em rituais religiosos, como a Eucaristia, significava que ele gozava de um elevado prestígio entre gêneros alimentícios. Apenas o azeite e o vinho tinham um valor comparável, mas permaneceram muito mais restritos fora das regiões mais quentes onde cresciam uvas e olivas. O papel do pão como símbolo de sustento (e mesmo de essência) é ilustrado em um sermão dado por Santo Agostinho:
“ Este pão reconta nossa história… Você foi levado ao piso de debulhar do Senhor e foi debulhado… Enquanto esperava o catecismo, você era como um grão mantido no armazém… Na fonte do batismo você foi transformado em uma única massa. No forno do Santo Espírito foi feito de você um verdadeiro pão de Deus. ”
Do século VIII ao século XI, a proporção de vários cereais aumentou de meros 1/3 para aproximadamente 3/4, e o pão continuou o produto básico da maior parte da Europa por muito tempo na era moderna. Durante a Idade Média acreditava-se que a natureza da cauda do castor era tão semelhante à dos peixes que poderia ser comida em dias de jejum. Livre des simples médecines, ca. 1480.
As igrejas Católica Romana e Ortodoxa e seus calendários tinham grande influência nos hábitos alimentares; o consumo de carne foi proibido por um terço de ano para a maior parte dos cristãos, e todos os produtos animais, incluindo ovos e derivados do leite, (com exceção do peixe) eram geralmente proibidos durante a Quaresma e durante jejuns. A igreja