A história como Disciplina Escolar
O processo de transformação da história em disciplina “ensinável” ocorreu primeiramente na França.
O século XIX acrescentou, paralelamente aos grandes movimentos que ocorreram visando contruir os Estados Nacionais sob hegemonia burguesa.
Mesmo após a Proclamação da Republica, a principal referencia dos programas curriculares continuou sendo a história da Euroupa.
No periodo republicano, a incorporação da concepção de que a disciplina história tinha a responsabilidade de formar os cidadãos ganha força, como demostram as diretrizes da Lei de Educação de 1931 e 1961.
Com a Lei n. 5.692/71 foi oficializado o ensino de estudos sociais nas escolas brasileiras, ficando os conteúdos específicos da história destinados somente aos alunos do antigo segundo grau. A concepção e os conteúdos da história continuavam atrelados às concepções tradicionais.
A década de 1980 é também expressiva no que se refere à luta encetada em universidades associações e entidades profissionais com o objetivo de combater a proposta de Estudos Sociais, identificada com os interesses e a ideologia dos representantes da ditadura militar brasileira.
Fundamentalmente, a condição reprodutivista do ensino da História nas escolas, bem como a problemática do livro didático foram e continuam a ser, ainda hoje, o tema mais debatido por estudiosos cujo objeto de pesquisa é o ensino dessa matéria.
A interferência de especialistas diversos permitiu um diagnóstico das condições do ensino da história em escolas brasileiras. Permitiu, também, um perfil do professor de história, cuja formação era dividida, nesse período, entre os cursos de graduação, de licenciatura em história curta ou plena, além do curso de Estudos Sociais, curto ou pleno.
AS REESTRUTURAÇÕES CURRICULARES ATUAIS
A década de 1980 foi marcada pelos debates de questões sobre a retomada da disciplina história como espaço para um ensino crítico, centrado em discussões sobre temáticas relacionadas