A gestão da produção do taylorismo-fordismo ao toyotismo: perspectivas histórico-críticas na construção da sociedade de consumo
A mudança nos modos de produção capitalista ocorreu quando nos anos 70. O sistema fordista de produção encontrava-se com mercado saturado, dado seu investimento na produção em larga escala e na idéia de consumo proporcional a quantidade de produção. Diante da discrepância entre produção e consumo e da inserção de novas tecnologias na produção o “Fordismo” quebrou dando espaço ao que foi denominado Modelo “Toytista” de produção, ou nas palavras de Harvey (1994) “acumulação flexível”.
Abandonou-se a perspectiva de oferta em larga escala, justificada pelo mercado em expansão, pela oferta sob demanda, justificada pela saturação dos mercados e pelos indícios de esgotamento da própria natureza. Em síntese, a era “Pós-Moderna” é um novo tempo, no qual as normas de consumo agem de acordo com as leis de mercado, o trabalho é marcado pela automação industrial e informatização da sociedade, ou seja, o “Pós-Modernismo” é um modelo de sociedade onde tudo se vende.
Acompanhando todas essas mudanças, e submerso na “Sociedade de Consumo” – forma como é chamada a sociedade capitalista que passou a fazer do consumo seu próprio fim, cabe identificar o movimento de consolidação dos novos paradigmas, aliados a um novo modo de gestão de produção, interrelacionando-se com outras áreas funcionais das organizações e implicando e desenvolvendo novos modelos de sociedades, sendo estas análises do ponto de vista crítico-histórico, de cunho hermenêutico, afim de superar o processo de transmição-assmilação de conteúdo, de forma alienante e tosca do ponto de vista pedagógico, preconizado em alguns cursos de administração do