A EFICÁCIA DA FOTOTERAPIA NO TRATAMENTO DO MELASMA
REVISÃO DE LITERATURA
Cíntia Maria Paiva Ribeiro
1 INTRODUÇÃO
A pele, formada pelo tecido epitelial e o conjuntivo, configura-se o maior órgão do corpo humano e tem a função de proteção primária contra agentes danosos ao organismo (DAL GOBBO, 2010).
A epiderme é a camada externa e compõe-se de cinco estratos: córneo, lúcido, granuloso, espinhoso e germinativo. Este último estrato é denominado a camada viva da epiderme, pois é constituído de células basais, responsáveis pela divisão celular (mitose); e células melanócitos, que tem como função produzir grânulos de pigmento denominados de melanossomas, que sintetizam a melanina, a proteína determinante do tom da pele (STANDARD, 2012).
Todas as pessoas tem aproximadamente o mesmo número de melanócitos.
No entanto, fatores internos ou externos, afetam a produção da melanina. As diferenças ocorrem por causa da quantidade da proteína ativada e da maneira como é distribuída. A melanina é transferida para a pele através dos dendritos
(ramificações) que se deslocam a superfície. Ela é produzida pela exposição à luz solar e protege as células, localizadas abaixo dela, absorvendo e bloqueando os raios ultravioletas. O corpo produz dois tipos de melanina: feomelanina, que tem um tom vermelho-amarelado; e eumelanina, que é marrom escuro. (STANDARD, 2012).
A produção excessiva de melanina causa uma alteração na pigmentação da pele. Uma hiperpigmentação pode ser agravada por fatores hormonais, medicamentosos, exposição exagerada ao sol, pós-inflamatórios decorrentes de acnes e outros agentes agressores à pele (STANDARD, 2012).
Os melasmas são hiperpigmentações comuns, adquiridas, simétricas, caracterizadas por manchas escuras, de contornos irregulares nas áreas fotoexpostas. São dermatoses diagnosticadas facilmente, porém com cronicidade característica e recidiva frequente. Apresenta, ainda, refratariedade aos tratamentos existentes e muitos aspectos