A DIFEREN A DOS CRENTES JOVENS DO PASSADO PARA O DE AGORA
(I Timóteo 4.12)
Houve uma época, não muito distante da nossa, em que havia muita diferença entre o jovem cristão e o jovem do mundo. Aspectos internos e características exteriores formavam uma harmoniosa combinação de testemunho, que apontavam para aquilo que podemos chamar de bons exemplos. Eu vivi essa época e sinto os impactos de sua influência até os dias atuais. Hoje, com a predominância de uma teologia relativizada pelo humanismo, com a pregação influenciada por conceitos liberais e com a adaptação das premissas bíblicas às conveniências modernas, temos uma lamentável e oposta realidade – jovens cristãos, por dentro e por fora, cada vez menos cristãos e a cada dia mais mundanos. Esse é o segredo para uma juventude cristã desprezada pelo mundo; ao passo que somos chamados a dar exemplo, justamente para que jamais sejamos ridicularizados e desmerecidos. Foi essa a orientação de Paulo a Timóteo. Como cristãos, entendemos esses escritos como recursos de Deus para a orientação de nossa caminha cristã. Diante disso, mais que uma palavra específica de Paulo a Timóteo, é na verdade uma Palavra de Deus para todos nós. E nela o apóstolo apresenta cinco aspectos em que o jovem aprendiz deveria ser um bom exemplo aos seus irmãos: na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Esse é também o nosso chamado. Exemplo na palavra
Diz respeito ao nosso modo de falar e ao que falamos – forma e conteúdo. Dentre as muitas ondas que agitam a mídia evangélica, houve um tempo em que “a palavra” ocupou o primeiro lugar. Abundaram artigos e livros sobre o poder das palavras. Algumas foram elevadas (ou rebaixadas) ao status de “maldição”. Não se podia dizer mais certas palavras pois nelas havia o poder de destruir e abriam uma brecha por onde certo demônio entrava. Vi muita gente nas igrejas agindo como fiscal do vernáculo