A concepção onto-marxista do ser social: elementos de compreensão.
Através da leitura do artigo (A concepção onto-marxista do ser social: elementos de compreensão) pode-se observar e conhecer os fundamentos defendidos por Marx na formação sociocultural do homem. Marx parte do pressuposto que o homem, historicamente, foi avançando na medida em que foi produzindo seus meios de vida a partir do trabalho.
A transformação da natureza, em prol da sobrevivência, veio acompanhada da própria transformação do homem. E por ser assim, Marx vai afirmar que a história dos homens não deve se dissociar da história da natureza e vice-versa. Exemplificando isso, a partir do momento que o homem cria o machado de pedra, ele modifica a natureza e a si mesmo. Intencionalmente, o homem criou o machado, mas, inconscientemente ele próprio se modificou. São esses atos previamente determinados que vai diferenciar a Ontologia Marxiana das outras.
O artigo também reafirma a posição de Marx sobre a evolução do homem através do homem. Foi dessa forma, segundo Lessa e Tonet (2008, p. 64-65) que surgiram as primeiras formas de sociedade de classes, numa completa desumanização, em que a miséria, fruto das relações sociais, provocou a ampliação e a constituição dessa desumanização.
Para Marx (1987) a força do trabalho é, na sociedade capitalista, uma mercadoria qualquer transformada em capital. Sendo assim, o trabalho perde sua função inicial, de evolução e desenvolvimento, e passa a ser um meio de produzir mercadorias em troca do capital. A formação cultural passou a ser cada vez mais perpassada pela lógica do ter (TONET, 2005, p. 221).
Partindo desses pressupostos alimentados pelo capitalismo, Mészáros (2000) vai afirmar que estamos vivendo numa crise estrutural que afeta toda humanidade, inclusive o pilar principal, a educação. Para o autor, a escola está aprisionando, cada vez mais, a esse sistema destrutivo ao invés de