A ação profissional no lazer
Segundo Nelson Marcellino, o trabalho exercido por ele no presente livro, busca sistematizar algumas formulações em torno da temática sugerida pelos organizadores do fórum.
Macellino após ter a chance de analisar , em Lazer e educação,observou que no campo da produção teórica sobre o lazer têm-se duas posturas: uma caracterizada pela abordagem indireta da questão e outra pela direta.
A abordagem indirenta do lazer pode ser vista em situações como quando o foco principal de análise é um de seus conteúdos, ou seja, ao analisar as atividades artísticas ou as práticas físico-esportivas, por exemplo,os autores frequientemente abordam conteúdos ou situações de lazer.
Já na abordagem direta do lazer verifica-se quando ele é enfocado com base na sua especificidade.
Devido a associação do significado lazer com experiências individuais vivenciadas,isso implica a redução do conceito a visão parcial,restritas aos conteúdos de determinadas atividades. Esse carácter parcial e limitado, dificulta a compreensão dos valores associados ao lazer, pois têm-se como valores atribuidos ao lazer a diversão e o descanso, deixando de lado a questão do desenvolvimento pessoal e do social que podem ser propiciados pelo lazer.
Segundo Marcellino, entender o lazer em sua especificidade, em estreita relação com as demais áreas de atuação do homem, não significa deixar de considerar os processos de alienação que ocorrem em quaisquer dessas áreas.
Na visão de Cléa Oliveira, um segundo aspecto a destacar, é a necessidade de “procurar entendimento da totalidade das relações socias, nas quais o trabalho ocupa posição fundamental, mas sem excluir uma compreenção articulada com as dimensões de não-trabalho’’, dizendo de forma mais ampla as dimensões da não-obrigação.
O conceito mais aceito e trabalhado no Brasil para dar conta da especificidade do lazer é o do sociólogo francês Joffre Dumazedier, que o caracteriza