A atividade de comunica o emocional direta
A passagem do período pós-natal ao período estável do primeiro ano de vida é marcada pelos avanços do bebê em direção à superação do estado de passividade no qual se encontrava, por meio da manifestação de suas primeiras reações sociais. A expressão de reações sociais no comportamento do bebê caracteriza seu ingresso na primeira atividade orientadora do desenvolvimento infantil, qual seja: a atividade de comunicação emocional direta.
O rol de operações executadas pelo bebê ao longo do primeiro ano de vida está estreitamente vinculado à sua relação com o adulto. A já citada comunidade psicológica entre o bebê e o adulto tem relação direta com as determinações concretas e objetivas de sua existência. Todas as mudanças de postura, as condições nas quais dorme e se alimenta, todos os objetos que compõem o entorno e sua disponibilidade para a ação, estão concretamente condicionadas à situação promovida pelo adulto.
Como consequência de todos esses fatores, os adultos podem ser considerados, metaforicamente, as pernas e os braços do bebê, suas mãos e pés. Os adultos congregam em sua ação conjunta com o bebê toda a capacidade de locomoção dos mesmos e, da mesma forma, suas possibilidades de interação com os objetos. Mesmo quando o bebê interage com objetos físicos, ele o faz por meio da relação com o adulto. É assim que a peculiar fusão psicológica entre o bebê e o adulto revela seu conteúdo concreto e material.
Outra característica importante a ser ressaltada na atividade do bebê, diz respeito ao desenvolvimento de sua percepção: inicialmente, o bebê não diferencia a dimensão objetal da dimensão social de suas vivências. Consequentemente, suas reações primárias orientam-se de forma indiferenciada aos objetos e pessoas. Desse fato se desdobram dois pontos fundamentais para a compreensão da atividade do bebê (VYGOTSKI, 1996).
O primeiro identifica-se pela necessária presença concreta e imediata dos objetos que compõem a