Vitrais
É ao conjunto homogêneo de quinze vitrais da capela alta que a Sainte-Chapelle deve sua fama. Ele provoca admirações desde que foi criado. São 1113 episódios bíblicos ilustrados, sendo dois terços originais e que constituem as maiores obras-primas da arte do vitral. A altura é impressionante: os da nave possuem 15,35m e os da abside, 13,45m.
O espaço de cada vitral é cortado em pequenas cenas bem delimitadas, mantidas com suportes de ferro forjados na forma de cada episódio. A altura das janelas e a escala reduzida dos personagens tornam a leitura de 1/3 da narrativa impossível a olho nu. São 1113 episódios bíblicos retratados e os suportes metálicos possuem a forma de cada episódio
Os vitrais da nave, onde ficavam os leigos, são ilustrados com a vida do povo hebreu, a partir do Gênesis ao Apocalipse. Nessa parte, também é narrada a chegada das relíquias e a construção da capela. É como se a monarquia francesa se colocasse como herdeira da realeza bíblica, os reis franceses descendentes dos reis de Israel. Já os vitrais do coro litúrgico, reservado ao rei e aos cardeais, contam a infância e paixão de Cristo. Os vitrais não são assinados, mas de acordo com pesquisas históricas, acredita-se que foram executados por três ateliês de grande prestígio do século XIII.
É quase um milagre que dois terços deles sejam originais, pois a capela alta foi um depósito de arquivos de 1803 a 1837. Para colocar o mobiliário para guardar os documentos, a parte de baixo dos vitrais foi retirada, até cerca 2 metros de altura. Vários dos pequenos episódios foram retirados para tapar buracos nas janelas e alguns até vendidos para antiquários. No século XIX, a restauração dos vitrais dura dez anos (1846-1855) e os elementos posteriores à Idade Média, cerca de um terço, são substituídos por outros do estilo do século XIII. Durante as duas guerras mundiais, os vitrais são retirados e guardados em segurança.
A leitura deles começa na primeira baia norte, à esquerda de