Violencia Domestica 2015
A violência contra a mulher é um problema mundial e constitui uma das principais barreiras ao esforço da humanidade, na construção de um mundo de harmonia, amor, fraternidade e respeito pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, num contexto de famílias estáveis, que sejam de facto, bases sólidas que promovem e sustentam o desenvolvimento dos países.
Tal como acontece na maioria dos países, em Moçambique, o fenómeno de violência contra a mulher já atingiu proporções alarmantes, limitando de forma drástica as suas enormes potencialidades, na produção, na educação e preservação da identidade e coesão da família, como o mais importante pilar que assegura a existência, manutenção e desenvolvimento do país.
Com efeito e apesar dos esforços desenvolvidos até ao presente momento no País, na prevenção e combate do fenómeno, anualmente milhares de mulheres tem sido vítimas das diversas formas de violência, sobretudo aquela que é perpetrada pelos homens.
O fenómeno da violência doméstica contra a mulher pode ser entendido, como sendo o conjunto de imposições e restrições que impedem que a mulher goze do pleno exercício da liberdade no âmbito das relações sociais desenvolvidas no espaço doméstico e social.
A violência doméstica contra a mulher manifesta-se, em muitos dos casos, através de agressões físicas, difamação da mulher, humilhação, ameaça, isolamento coercivo, exploração e vigilância constante, só para citar alguns dos casos mais frequentes.
A Declaração das Nações Unidas Sobre Erradicação da Violência Contras as Mulheres, define a violência doméstica como sendo “qualquer acto de violência baseado no género que produza ou pode produzir danos ou sofrimento físico, sexual ou mental a mulher, incluindo as ameaças de tais actos, a coerção a privação arbitrária da liberdade, tanto na vida pública como na privada”.
Partindo deste pressuposto e da análise daquilo que acontece nas comunidades da província de Gaza, pose-se facilmente chegar-se a conclusão de