Vigiar & Punir
DE OBRA CIENTÍFICA”
1. FOUCAULT, MICHEL. Vigiar e Punir: História da violência nas Prisões. Petrópolis: Editora Vozes, 1999, 19ª Edição.
2. ESPECIFICAÇÃO DO REFERENTE UTILIZADO: Nascimento da Prisão
3. DESTAQUES CONFORME O REFERENTE
3.1 CAPÍTULO I – O CORPO DOS CONDENADOS
4.1.1 Damiens fora condenado, a 2 de março de 1757, a pedir perdão publicamente diante da porta principal da Igreja de Paris (aonde devia ser) levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras; (em seguida), na dita carroça, na praça de Greve, e sobre patíbulo que aí será erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a faca com que o dito parricídio, queimada com fogo de enxofre, e às partes em que será atenazado se aplicarão chumbo derretido (...) e a seguir seu corpo será puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento. [p. 09]
4.1.2 Depois de duas ou três tentativas, o carrasco Samson e o que lhe havia atenazado tiraram cada qual do bolso uma faca e lhe cortaram as coxas na junção contra o corpo; os quatro cavalos, colocando toda força, levaram-lhe as duas coxas de arrasto (...), a seguir fizeram o mesmo com os braços (...)... Em cumprimento da sentença, tudo foi reduzido a cinzas (...). Art. 18. – Levantar. Ao primeiro rufar de tambor, os detentos devem levantar-se e vestir-se em silêncio, enquanto o vigia abre as portas das celas. (...). Ao terceiro, põem-se em fila por ordem para irem à capela fazer a oração da manhã. (...). Art. 22. – Escola. Às dez e quarenta, ao rufar do tambor, formam-se as filas, e todos entram na escola por divisões. A aula dura duas horas, empregadas alternativamente na leitura, no desenho linear e no cálculo. [pp. 09-10]
4.1.3 (...) Apresentamos exemplo de suplício e de utilização do tempo. Eles não sancionam os mesmos crimes,