Tribo Gótica
Difamados como depressivos;
“O verdadeiro gótico é aquele que consegue enxergar a arte por trás da escuridão. É aquele que consegue transformar a tristeza e a melancolia em poesia.” (Leandro Formagi)
Visitas aos cemitérios;
“Preferimos deixar de lado os estereótipos ao deixar as nossas acções falar mais alto que as palavras. Dificilmente se verão pessoas mais pacíficas, cultas e educadas do que dentro desta cultura. Distinguimo-nos das outras subculturas maioritariamente pelo estilo visual e gosto musical. Vestimos negro porque é uma cor sóbria, que absorve todas as outras cores, tal como queremos absorver toda a imensidão da vida. Sabemos que existe um sinal de STOP no fim do caminho, que nos relembra que é necessário aproveitar cada dia como se fosse o último, sendo a morte apenas mais uma etapa inevitável do ciclo, que deve ser encarada com naturalidade. No que diz respeito a religião, cada um terá a sua.” (Veja, em"A Cultura Gótica em Portugal - Os Novos Românticos)
Não é possível encontrar uma definição precisa, estética ou visual, sobre a Cultura Obscura. Isto porque, suas manifestações não se apegam a bases pré-estabelecidas. Mas podemos definir alguns tópicos comuns. Por exemplo, se compreendermos que a Literatura Romântica resgata elementos medievais, sejam positivos ou negativos, podemos também associar as ambientações das obras românticas (principalmente no Gothic Novel), à estética contemplada na Cultura Obscura.
Dessa forma, mais uma vez busca-se uma base no Romantismo e, conseqüentemente, no período medieval. Mas este conceito não pode ser considerado um padrão ou a totalidade do alicerce criativo. Há outros pontos essenciais e a estética sombria se conjuga com outras manifestações.
O conceito da beleza lúgubre e decadente não é compreendido nem aceito por outros segmentos que exploram a estilística superficial. Ao observar a palidez lânguida e soturna de uma figura feminina, com sua ousadia e ingenuidade intrínsecas,