tratamento de efluentes
Desde o século XIX que o homem tem desenvolvido e aperfeiçoado várias técnicas e atividades industriais, visando a produzir mais em quantidade e, se possível, em qualidade. Dessa produção em massa, resultam, quase sempre, efluentes, ou seja, descartes líquidos que, muitas vezes, são lançados inadvertidamente nos corpos receptores sem tratamento prévio, impactando o ecossistema em um dos seus constituintes mais valiosos: á água. Isto acarreta prejuízos econômicos e ambientais incalculáveis. A Organização das Nações Unidas já prevê que, nesse século, a água será o bem mais precioso do mundo.
O cianeto, por sua vez, é um dos principais agentes poluidores desses recursos hídricos. As maiores fontes de agentes poluidores são os descartes de processos de mineração, usinas siderúrgicas, indústrias químicas de compostos orgânicos e estações de tratamento de água (Harper & Goldhaber, 1997). Outras fontes de cianeto incluem a exaustão de veículos, rejeitos de certas indústrias químicas, queima de lixo em aterros sanitários e uso de pesticidas contendo cianeto (Harper & Goldhaber, 1997).
Estima-se que anualmente são manufaturados mundialmente cerca de 2,6 milhões de toneladas de produtos de cianeto. Aproximadamente 20% da produção mundial de cianeto, ou seja, cerca de 0,6 milhões de toneladas, é utilizada na mineração. A maior parte desta, cerca de 95%, é empregada na lixiviação de ouro e prata. Os 5% restantes são utilizados em grande parte como agente depressor em operações de flotação, visando à separação de metais como cobre, chumbo, molibdênio e zinco. Os 80% restantes da produção mundial de cianeto são utilizados nas indústrias de corantes, quelantes, tintas e pigmentos, indústrias de plásticos, fibras e detergentes, na produção de fármacos, pesticidas e herbicidas, na preparação de alimentos e nas indústrias metalúrgicas para processos de acabamento superficial de metais (Yong, 2001).
Nos últimos trinta anos, ocorreu, em média, um vazamento em