Trabalho sobre o livro "Sonho de um homem ridículo"
No momento em que dorme, seu pensamento na menina desamparada o guia a um modelo de paraíso, que o faz pensar que realmente atirou em seu peito. Porém, esse paraíso se encontra na terra e não em outro planeta.
Impressionado com esse mundo onírico, Petrov admira o quanto as pessoas ao seu redor são boas, conversam com sua natureza e vivem em harmonia, pois desconhecem a maldade e os pensamentos humanos que considera como “impuros”.
Por causa disso, a comunicação entre eles fica impossível. Petrov tenta conversar com eles, mas a incompreensão preenche a narrativa, deixando a personagem frustrada mas mesmo assim com uma melancolia alegre, pois já se sentia parte daquilo, e o vazio começava a sumir.
Passam-se anos, milênios.
Há então a revelação: Petrov corrompeu os moradores da ilha. Introduziu a mentira de maneira suave, quase imperceptível, e os fez experimentar desse pecado.
Junto a isso, surge a individualidade, e é quando a felicidade Nietzschiana entra em contexto. Nessa teoria, o ser humano apenas possui momentos de felicidade, e não um fato como um todo.
A partir do momento em que a desigualdade é gerada nesse paraíso, ocorre o derramamento de sangue e o caos toma conta daquela existência.
Do caos surge a criação da sociedade. A sociedade como a temos hoje, de uma solidariedade orgânica, onde quanto mais conhecimento se tem, mais distante se torna do estado inicial, o estado de pureza, onde o amor Fati era cultivado acima de tudo, sem nem mesmo haver o pensamento de que isso vinha sendo feito. O amor Fati é um querer. Uma imensa vontade de pertencer ao