titulação
A titulação condutométrica requer uma célula apropriada para a condução da titulação e a medida da condutância. Como a titulação não requer medidas absolutas da condutância, a célula não precisa ser calibrada, bastando que os eletrodos sejam mantidos em posições fixas durante a titulação. Na titulação condutométrica, a solução padrão é adicionada de uma bureta em sucessivos incrementos. Após a adição de cada incremento, é medida a condutância da solução. A adição da solução padrão ocasiona um certo aumento de volume e, portanto, um certo efeito de diluição que afeta a medida da condutância. O efeito de diluição pode ser grandemente diminuído com o uso de uma solução padrão 10 a 20 vezes, pelo menos, mais concentrada do que a solução em estudo. A curva de titulação resultante consiste em dois ramos distintos: o primeiro, ramo de reação, dá a variação da condutância até o ponto de equivalência; e o segundo, ramo do reagente, dá a variação da condutância após o ponto de equivalência. A interseção dos dois ramos localiza o ponto final. O primeiro ramo indica a concentração de H+ presente do ácido e o segundo ramo indica a concentração de OH- em excesso da base.
A condutimetria baseia-se na medida de condutância de uma determinada solução; pode referir-se a ela ainda como sendo um método de análise de íons (parte da Química Eletroanalítica). A condutância, por sua vez, é uma grandeza dependente da concentração, além da natureza das variadas espécies químicas presentes na solução em análise, que definem a capacidade que a solução possui de transportar carga. Logo, conclui-se que a condutimetria mede a condutância de soluções iônicas.
As soluções iônicas são capazes de conduzir eletricidade pelo fato de ocorrer