Tipos de consciência
RESUMO
Filosofia é a decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência; devemos antes de aceitá-los, investigá-los. Por sua abrangência, a filosofia pode debruçar-se em vários objetos de estudo. Através da pesquisa documental, nesse artigo, observaremos três objetos de estudo da filosofia: a consciência mítica, a consciência religiosa e a consciência racional. A passagem da consciência mítica e religiosa para a racional e filosófica não foi feita de um salto. Esses tipos de consciência coexistiram na sociedade grega, assim como, dentro de certos limites, coexistem na nossa sociedade. A partir da filosofia, o homem passou a avaliar o modo de se colocar diante da realidade, sempre refletindo sobre os acontecimentos e o mundo que o cerca.
Palavras-chave: Filosofia. Consciência mítica. Consciência religiosa. Consciência racional.
1 INTRODUÇÃO
A Filosofia é um modo de pensar, de se colocar diante da realidade, refletindo sobre os acontecimentos a partir de certas posições teóricas que vão além da aparência, buscando as raízes e a contextualização dos fenômenos, abrangendo valores sociais, históricos, econômicos, políticos, éticos e estéticos.
Sendo assim, ela pode se voltar para qualquer objeto. Na pesquisa, são três os objetos de estudo da Filosofia: a consciência mítica, a consciência religiosa e a consciência racional.
A consciência mítica não admite contestação, porque não critica. Aceita os mitos e rituais sem contestar, pela fé. Numa leitura superficial é uma maneira fantasiosa de explicar uma realidade que ainda não foi compreendida racionalmente.
A consciência religiosa surge da carência que o homem tem de conhecer a si mesmo. Essa carência é a base da religião, na qual o homem religioso aliena sua própria essência e a adora sem reconhecê-la.
A consciência racional busca a compreensão da realidade por meio de