Teorias da Comunicação
Publicidade e Propaganda - 1º Período Noturno
Turma: PUB1AN-LBB
Teorias da Comunicação
Henrique Parentoni
Ícaro Mateus Laís Santos
Lucas Megale
Thais Rodrigues
TEORIA CRÍTICA E INDUSTRIA CULTURAL
Belo Horizonte
Junho / 2013
ESTUDO DIRIGIDO
“As nossas belas-artes foram instituídas e os seus tipos e usos fixados numa época que se diferencia decisivamente da nossa, por homens cujo poder de acção sobre as coisas era insignificante quando comparado com o nosso. Mas o extraordinário crescimento dos nossos meios, a capacidade de adaptação e exactidão que atingiram as ideias e os hábitos que introduzem anunciam-nos mudanças próximas e muito profundas na antiga indústria do Belo. Em todas as artes existe uma parte física que não pode continuar a ser olhada nem tratada como outrora, que já não pode subtrair-se ao conhecimento e potência modernos. Nem a matéria, nem o espaço, nem o tempo são desde há vinte anos o que foram até então. E de esperar que tão grandes inovações modifiquem toda a técnica das artes, agindo, desse modo, sobre a própria invenção, chegando talvez mesmo a modificar a própria noção de arte em termos mágicos.”
Paul Valéry: Pièces sur l’art. Paris (s. data) pp. 103/104 ('La conquête de l'ubiquité").
Segunda versão do texto, iniciada por Walter Benjamin em 1936 e publicada em 1955.
Walter Benjamin em seu texto A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica, destacando com particularidade a Arte, defende uma visão materialista, onde toda produção artística é rodeada por uma certa ‘aura’, que revela sua singularidade.
Com o surgimento de produtos culturais de massa como o cinema e a fotografia, que implicam na reprodutibilidade da arte, esta ‘aura’ se dilui nas cópias produzidas e, assim, acaba com a qualidade de objeto individual e único da obra artística. Desta forma a arte deixa de ser uma criação exclusiva para um grupo restrito, perde seu caráter sagrado e,