Teoria relações internacionais
1 – Caracterize, de forma sucinta, o objecto de estudo das relações internacionais, destacando a sua autonomia e interdisciplinaridade com as restantes ciências sociais.
Enquanto disciplina autónoma o facto que lhe está ligado, intrinsecamente, é o fim da 1ª. Guerra Mundial e todos os acontecimentos que se seguiram, como a criação da Sociedade das Nações. O primeiro departamento universitário de Relações Internacionais foi criado na Universidade de Gales em Aberystwyth, no ano de 1919. No entanto devo referir que esta disciplina, não autonomamente, já fazia parte do conteúdo de disciplinas como Direito ou Economia desde o aparecimento do Estado Soberano, e ainda mais remotamente já era usada por Tucídidis na sua História da Guerra do Peloponeso. Enquanto a Ciência Política está intimamente ligada ao Estado Soberano, as Relações Internacionais emergem, simultaneamente, devido à existência de diversos poderes políticos soberanos que obrigatoriamente mantêm entre eles relações de carácter específico. Esta especificidade deve-se ao facto das mesmas serem relações num ambiente anárquico e horizontal, isto é, não existir entre os Estados uma autoridade superior que imponha a sua vontade aos mesmos. O objecto de estudo das Relações Internacionais tem como tema prioritário as relações políticas, económicas e sociais entre os estados, no entanto haverá que acrescentar uma infinidade de outros actores/agentes, cujas relações são também alvo de cuidado estudo nesta disciplina, nomeadamente: As Organizações Internacionais (cooperantes), não tendo poder político tão pouco obedecem a qualquer estado; As Organizações Internacionais ou Transnacionais (O.N.G.), sem fronteiras políticas, mesmo sendo parte integrante da sociedade civil; Os Poderes Erráticos, que se encontram em confronto com os estados, não lhe reconhecendo superioridade; As Instituições Espirituais, de vocação