Teologia dos estados de vida
Fr. Claudemir Rozin O.Carm.
Curitiba
2014
TEOLOGIA DOS ESTADOS DE VIDA
INTRODUÇÃO
O Concílio Vaticano II afirma:
A santa Igreja, por instituição divina, é organizada e governada com uma variedade admirável. “Assim como num mesmo corpo temos muitos membros, e nem todos têm a mesma função, assim, sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, sendo membros uns dos outros” (Rom. 12, 4-5). Um só é, pois, o Povo de Deus: “um só Senhor, uma só fé, um só Batismo” (Ef. 4,5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e na Igreja, por motivo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo, porque “não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher: com efeito, em Cristo Jesus, todos vós sois um” (Gl. 3,28 gr.; cfr. Col. 3,11).
E continua:
Ainda que, por vontade de Cristo, alguns são constituídos doutores, dispensadores dos mistérios e pastores em favor dos demais, reina, porém, igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à atuação, comum a todos os fiéis, em favor da edificação do corpo de Cristo... Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade do Corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e atividades, consagra em unidade os filhos de Deus, porque “um só e o mesmo é o Espírito que opera todas estas coisas” (1 Cor. 12,11) .
Esta diversidade de dons e serviços que constituem o Povo de Deus faz com que na Igreja existam diferentes “condições de vida” (expressão aparece em: LG 11.13.30.39.40.43.50) ou “formas de vida”: o mais comum é o laicato; os mais específicos são o ministério pastoral ordenado e a vida consagrada, sendo que esta última pode estar presente tanto no laicato quanto nos ministros ordenados. São estas “formas de vida”, no rico