Leiner, Kearns, Jackson, Astin e Rothbaum (2012) utilizaram dados de um estudo existente comparando Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares (Eye Movement Desensitization and Reprocessing -EMDR). Foram selecionadas mulheres adultas com transtorno de estresse pós-traumático por estupro, sofrido há pelo menos três meses antes do estudo (N = 62). Elas receberam nove sessões de exposição prolongada ou EMDR, ambas com duração de 90 minutos. Também houve uma lista de espera. A média de idade da amostra foi de 34,7 anos de idade. A raça ou etnia foi relatada como 67,7% Branca, 25,8% Africano-americanos, 3,2% Latina, e de 3,2% Outros. O TEPT foi avaliado com a escala PTSD Symptom Scale-Self Report (PSS-SR - Foa, Riggs, Dancu, & Rothbaum, 1993) (de acordo com o DSM-IV) e o comportamento de esquiva foi avaliado usando a Subscale of the Coping Strategies Inventory (CSI-D - Tobin, Holroyd, Reynolds, & Wigal , 1989). Das mulheres inseridas no estudo original, 23 começaram com terapia de exposição e 25 começaram com EMDR na randomização. Das 24 mulheres randomizadas para lista de espera, 15 continuaram a ter TEPT após a lista de espera e subsequentemente foram randomizados para terapia de exposição (n = 8) ou o EMDR (n = 6). Portanto, o presente estudo inclui 31 mulheres que começaram com terapia de exposição e 31 mulheres que iniciaram com EMDR. Foram realizadas análises preliminares comparando terapia de exposição e EMDR. Os resultados dizem que, entre as mulheres com TEPT relacionado a um estupro, a terapia de exposição e EMDR foram mais benéficas para as mulheres que frequentemente se envolvem em comportamentos de esquiva, com significativa redução dos sintomas ao longo de tratamento. Entretanto, Um pequeno subgrupo de mulheres com, inicialmente, níveis baixos de esquivas não são susceptíveis a ter uma resposta terapêutica da terapia de exposição ou EMDR.