Sustentabilidade na construção civil
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2 AÇÕES TECNOLÓGICAS PARA VIABILIZAR O USO RACIONAL DA ÁGUA EM RESIDÊNCIAS
2.1 APARELHOS ECONOMIZADORES DE ÁGUA
Os aparelhos denominados economizadores de água utilizam tecnologias que funcionam com vazão reduzida e/ou evitam o desperdício devido ao mau fechamento de componentes convencionais, ou seja, apresentam uma maior eficiência hídrica em relação aos convencionais.
Dentre as ações tecnológicas, a adoção desses aparelhos é considerada uma das medidas de maior aceitabilidade em residências, pois promovem a redução do consumo independente da ação do usuário. Ou seja, são medidas que dependem menos de hábitos e motivação permanente, e mais da tomada de decisão racional relativas à aquisição de componentes poupadores (MOREIRA, 2001).
Hafner (2007), em uma análise de quatro trabalhos realizados no Brasil para determinar a distribuição do consumo de água em residências, padronizou esta distribuição conforme apresentado na Figura 2. Percebe-se que os principais vilões do consumo de água em uma residência, são os chuveiros e as bacias sanitárias, os quais juntos representam 59% do consumo total da residência. Seguido das pias de cozinha (18%), lavadoras de roupas (9%), lavatórios (7%), tanques (4%) e consumo no jardim e lavagem de carros (3%).
No Brasil, o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade da área Habitacional – PBQP-H, determinou que a partir do ano de 2003 todas as bacias sanitárias produzidas no país utilizassem um consumo em torno de 6,8 /descarga, o que representa uma economia significativa em relação aos aparelhos convencionais, cujo consumo é em torno de 9 a 13 /s, enquanto de aparelhos mais antigos o consumo pode atingir até 20 /s. Segundo Gonçalves et al. (1999), em alguns países europeus como a Suécia e a França, as bacias sanitárias de volume reduzido (Bacias VDR) podem chegar a atingir