SOCIOLOGIA Resenha critica Marx Weber
Resenha critica
Segundo o autor somos os indivíduos nascidos dentro dos mecanismos da ordem econômica da produção. A racionalidade deveria governar o trabalho e a vida social. Mas não é o que acontece. Ao contrário, como demonstrou Weber, a determinação dos fins pessoais é dada pela experiência da vida e pela forma como se comportam os demais. Não há como estabelecer universalmente porque certos fins seriam considerados “racionais” e outros não. As pessoas, as sociedades e as culturas são extremamente complexas. Isso quer dizer que a racionalidade da vida e do trabalho não existe em estado puro. Ela deriva de um sistema de preferências, de escolhas, mas não de uma lógica absoluta quanto aos valores (a dedicação é preferível à indolência, mas não é mais racional do que ela), nem de uma lógica incondicional quanto aos fins almejados (o trabalho aturado raramente enriquece alguém).
A clareza dos conceitos de racionalidade e de racionalização é aparente. O próprio Weber é responsável pela falta de rigor que envolve a análise da racionalidade e dos processos de racionalização. Ele trata os dois temas fragmentariamente, sob óticas diversas, em mais de 100 passagens distintas e em nenhuma delas oerece uma defnição rigorosa das duas noções.
Em linhas gerais, entende-se que o termo racionalização, como utilizado por Weber, signifca a redução à racionalidade de todos os aspectos da vida social. A racionalização é um processo: o mais das vezes trata-se de uma sublimação, quando a ação emotivamente condicionada aparece como descarga consciente de um estado sentimental. Weber aplica o termo sublimação no sentido da química, da passagem de um estado sólido imediatamente ao gasoso e não no sentido que a psicanálise lhe daria mais tarde. Para ele, a sublimação corresponde ao trânsito sem mediação entre dois estados. Já para a psicanálise é o processo de tornar racional o ilógico, a explicação que visa tornar coerente ou