Sociedade, Educação e Emancipação
Como falar de emancipação se não falarmos de Karl Heinrich Marx (1818-1883) que marcou a sociedade como uma espada afiada com seus pensamentos e livros como O Capital (1867), seu objetivo de pesquisa fundamental, para não dizer o único, foi à sociedade capitalista de seu tempo. Ele olhou à sua volta e percebeu que, para além dos sinais aparentes de miséria e sofrimento das classes trabalhadoras — essesquaisquer um que caminhasse pelas ruas das grandes cidades industriais podia ver que havia um processo histórico em curso que, enquanto levava a burguesia à condição de classe dominante, expropriava dos trabalhadores manuais seus instrumentos de produção e seus saberes, transmitidos com zelo de geração para geração. Para resistir a essa forma de dominação que Marx nos traz, temos que preparamos uma educação que se mostra como uma possibilidade, ainda que encontre inúmeros desafios para concretizar sua tarefa. Uma dessas dificuldades consiste na própria racionalidade enfraquecida e constantemente reafirmada com a indústria cultural, que atua como forma de alienação e barreira para a formação de uma consciência crítica.
Verdadeiramente a tarefa da educação não se mostra fácil, temos que ter uma consciência alerta para com aquilo que ocorre em nosso meio social, em busca de uma liberdade em um todo não somente em uma pequena fração de nossa sociedade, onde o coletivo é uma estrutura sociável, e por isto mesmo, possui atribuições e responsabilidade entre um individuo e outro. Se isto não existe, não há um coletivo, haverá somente uma larga multidão que se espalha.
Notamos aqui a diferença entre Durkheim e Marx, Durkheim nos mostra o peso que a sociedade tem sobre o individuo, onde o indivíduo não tem pensamentos próprios não segue aquilo que sua mente pensa, no contra ponto Marx nos mostra, que a sociedade de homens deve ser exterior e coercitiva sobre os indivíduos.
Ondem por meio da educação teremos