Siria
Na Síria está ocorrendo mais um episódio de uma série de revoltas que vem fragilizando o Oriente Médio e que recebe o nome de “Primavera Árabe”. São revoltas populares protestando à renúncia dos ditadores ou demandando reformas democráticas, e que tem gerado sucesso para alguns países. O pontapé inicial ocorreu na Tunísia, onde uma série de manifestações começou quando um civil ateou fogo nele próprio como forma de protestar contra as condições de vida do país, e que, levou no final do ano retrasado, à renúncia do ditador Zine al-Abidine Ben Ali, que ocupou o poder no país durante duas décadas anos. O segundo ditador a ser derrubado foi o egípcio Hosni Mubarak, que já estava há trinta anos no poder. Este renunciou em fevereiro de 2011 após uma série de greves e combates ocorridos na praça Tahrir, em Cairo.
Logo depois, foi a vez de Muamar al-Kadafi, ditador da Líbia, a ser deposto. Ele foi derrubado do poder no final de 2011 pelos rebeldes auxiliados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Após a tomada de poder pelos opositores, Kadafi tentou fugir do país, mas foi encontrado e morto. No Iêmen e na Jordânia também ocorreram outros episódios de revoltas e protestos contra o sistema ditatorial. Desta vez, a pressão popular tem-se focado contra o presidente da Síria, Bashar al-Asad.
Bashar ocupa o cargo de dirigente máximo na Síria desde o ano 2000, por causa da morte de seu pai, Hafiz al-Asad, que ocupava o cargo desde 1970. Portanto, a família Asad está governando a Síria há 42 anos. Os problemas começaram em março de 2011, quando um grupo de crianças e adolescentes pixaram palavras de protesto em muros na cidade do sul do país, inspirados pelas revoltas na Tunísia e no Egito. Forças de segurança capturaram os jovens e surgiram denúncias de que eles teriam sido torturados. Nos dias que se seguiram, centenas de pessoas tomaram as ruas, exigindo a libertação dos jovens e