Sincretismo religioso
2.0 – Desenvolvimento
2.1 – Ciclo do Ouro na Colonização Brasileira
No final do século XVII, as exportações de açúcar brasileiro (produzido nos engenhos do nordeste) começaram a diminuir. Isto ocorreu, pois a Holanda havia começado a produzir este produto nas ilhas da América Central. Com preços mais baixos e boa qualidade, o mercado consumidor europeu passou a dar preferência para o açúcar holandês. Foi neste contexto que Portugal buscou uma nova fonte de renda. Bandeirantes, começaram a encontrar minas de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
A descoberta de ouro no Brasil provocou uma verdadeira “corrida do ouro”, durante todo século XVIII. Brasileiros e portugueses de todas as partes passaram a migrar para as regiões auríferas, buscando enriquecimento rápido. Porém a exploração de minas de ouro dependia de altos investimentos em mão-de-obra (escravos africanos), equipamentos e compra de terrenos e somente os grandes proprietários rurais e grandes comerciantes conseguiram investir neste lucrativo mercado.
A Coroa portuguesa lucrava com a cobrança de taxas e impostos. Quem encontrava ouro na colônia deveria pagar o quinto (retenção 20% do ouro levados às Casas de Fundição, que pertenciam à Coroa Portuguesa). Além do quinto, Portugal cobrava de cada região aurífera certa quantidade de ouro (aproximadamente 1000 kg anuais).
Com a exploração do ouro, a região Sudeste desenvolveu-se muito, enquanto o Nordeste começou a entrar em crise. Neste contexto, a coroa portuguesa resolveu mudar a capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
As cobranças excessivas de impostos, as punições e a fiscalização da coroa portuguesa provocaram reações na população. Várias revoltas ocorreram neste período. Podemos citar a Revolta de Felipe de Santos (contrária ao funcionamento das Casas de Fundição) e a Inconfidência Mineira (insatisfação com as atitudes da metrópole). Liderados por Tiradentes, os inconfidentes planejavam tornar o