Silva Cristina Martins de Souza
Silva Cristina Martins de Souza. Dos Jornais ao palco. Romances de folhetins e textos teatrais no Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX. In: Tempo. Niterói. Vol. 16. N. 32. Julho/2012
1 Pag. Resumo do texto.
2 Pag. Resumo do texto. Rocambole, o herói vilão de Ponson du Terrail, era bastante conhecida pelos leitores fluminense, através de romances de folhetins, quando virou peça de teatral pelo ator, dramaturgo e empresário Furtado Coelho. No dia 15 de Janeiro do ano seguinte, houve outra adaptação de Rocambole. Escrita e encenada por Francisco Correa Vasques.
3 Pag. As encenações dessas peças baseadas em temas similares demonstra a grande concorrência entre as companhias teatrais. Também chama a atenção a "popularidade antecipada" a certos temas. Os romances de folhetins acabaram se transformando em fonte de inspiração para os dramaturgos oitocentistas, pois era garantia de sucesso nos teatros. Marlyse Meyer observou que um dos segredos do sucesso dos folhetins na França, matriz do gênero, era ela ser criada por uma pessoa do teatro, no caso Alexandre Dumas. O fenômeno brasileiro foi análogo ao francês. "Aqui, a prática de adaptar para o tablado as histórias seriadas publicadas em jornais foi também disseminada."
4 Pag. Os considerados "literatos da gema" ficavam transtornados com a grande aceitação entre os leitores pelos romances de folhetins. Por exemplo, Machado de Assis que referia a esse "monstrozinho" de maneira crítica. Os folhetins eram supostamente produzidos por força das circunstâncias do mercado comprometido com o entretenimento dos seus leitores para aumentar as suas tiragens e seus lucros, mas não era considerada uma arte, mas sim uma mercadoria. As Obras literárias são utilizadas em estudo sobre cultura urbana, imaginário, cotidiano, política e etc., na maioria das vezes os literatos são considerados representantes das "elites intelectuais" que tenta impor-se ao conjunto da sociedade.
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