SETIMA PARTE CRIA O DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
No final do século passado, os coronéis Jango Mascarenhas e João Caetano Teixeira Muzzi, chefes políticos do sul, e o advogado gaúcho Barros Cassal, refugiado das guerras políticas do Rio Grande do Sul, foram os que movimentaram as primeiras manifestações separatistas. Perseguidos pelos adversários, Mascarenhas e Teixeira Muzzi asilaram-se no Paraguai e Barros Cassal foi assassinado às margens do rio Taquarussu, em Nioaque.
A divisão de Mato Grosso em dois estados ocorreu através de um processo demorado em que foram levados em consideração aspectos socioeconômicos, políticos e culturais. Entre os principais motivos que levaram o Governo Federal a fazer tal divisão foi a grande extensão territorial do Estado, que causava problemas para a administração, dificultando o trabalho do governo estadual. Além disso, foi feito um estudo sobre a geografia do Estado, constatando-se que existiam grandes diferenças. Ao norte do Mato Grosso encontra-se parte da floresta amazônica, na parte sul a vegetação é, em sua maioria, de cerrado.
Outros fatos somaram forças a favor do movimento divisionista, entre eles:
Por volta de 1889, alguns políticos corumbaenses divulgaram um manifesto propondo a transferência da capital de Mato Grosso para Corumbá;
Em 1907, na cidade de Bela Vista, o fazendeiro Bento Xavier comandou uma insurreição contra o governo do estado de Mato Grosso que só foi derrotada em 1911, após quatro anos de luta armada;
Crescimento socioeconômico do Sul do estado com a pecuária e a exploração da erva-mate;
Em 1921, Campo Grande passou a ser sede da Circunscrição Militar, hoje Comando Militar do Oeste. Em seguida, a cidade foi considerada a capital econômica de Mato Grosso devido à exportação pela estação ferroviária;
A participação dos mato-grossenses da região nas lutas da Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, com o objetivo de obter deste estado, o apoio à causa divisionista.
O movimento divisionista também