Sentimentos de pacientes frente ao isolamento respiratório hospitalar
INTRODUÇÃO
Florence Nightingale, em meados do século XIX, já observava a necessidade da utilização de um ambiente limpo e asséptico que evitasse a disseminação de doenças infecto-contagiosas entre pacientes. Para tanto, passou-se a utilizar enfermarias que se interligavam por corredores abertos e arejados. Desde então, foram criadas medidas que isolassem os pacientes infectados na tentativa de evitar a transmissão hospitalar de doenças. A década de 1980 pode ser tomada como período de consolidação dos modernos avanços no controle de infecções hospitalares. No ano de 1983, foi publicado pelo CDC (Center for Disease Control) o Guideline for Isolation Precautions in Hospitals, que priorizava a valorização do isolamento por parte da equipe que compunha o corpo clínico. Em 1996, o CDC publicou um novo manual no qual foram criadas as precauções padrão, que deve ser aplicadas a todos os pacientes hospitalizados, estabelecendo categorias de isolamento, como de gotículas, aéreo e de contato.
No nosso estudo, daremos ênfase às precauções de transmissão no isolamento respiratório, o qual é recomendado para pacientes com infecção súbita por microorganismos transmissíveis por aerossóis. Segundo Fernandes 2000, as partículas de tamanho menor ou igual a 5mm ficam suspensas no ar e podem ser dispensadas a longa distância como: varicela, sarampo e tuberculose, por isso, faz-se necessário a utilização do quarto privativo de isolamento respiratórios para esses pacientes.
No Hospital São José, os paciente ficam isolados num quarto com pressão de ar negativa, com portas sempre fechadas através de senhas. Na área de isolamento desse hospital existem dois quartos, um para cada sexo, e as portas dos mesmos também são providas de senhas para a entrada e saída de ambos. Quando a porta de um deles não está fechada, a porta do outro não pode ser aberta. Os quarto são providos de locais para lavagem das mãos e