resumo fichamento
Herança Rural. In: Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
“ Os colonizadores portugueses instauraram no Brasil uma civilização de raízes rurais, que vigorou mesmo após a Independência. As cidades são dependências das fazendas. O declínio rural se deu a partir da Lei Eusébio de Queirós, em 1850, que proibia o tráfico de escravos. No entanto, protugal tratou de utilizar manobras para dar continuidade a essa atividade rentável, tendo sido bastante reduzida após 1852.
A extinção do tráfico de escravos abalou a estrutura rural, pois toda riqueza extraída e fortuna produzida tinha como fundamento o comércio e o uso da mão-de-obra escrava. Assinala-se, também o controle do poder pelos fazendeiros, cujos filhos se davam a inclinações anttitradicionalistas.
A partir de 1888, com a Abolição da escravatura, lastro da estrutura colonial, tenta-se revestir a sociedade de modelos modernos de urbanização, porém a tradição rural estava cristalizada na mentalidade do povo, inclusive porque os próprios senhores de engenho desempenhavam o controle dessa nova ordem social: a urbanização, fundação do Banco do Brasil e canalização de recursos na contrução de estradas, resultando no malogro do Visconde de Mauá, porque a sociedade ainda estava fundamentalmente marcada pelo personalismo e o patriarcalismo.
Registre-se, também a vinda da família real Portuguesa para o Brasil, em 1808, que causou impacto com as tradições rurais, pois se sentiram ameaçados com a nova realidade que se instalava noâmbito social brasileiro.
Relativo ao advento das cidades, destaca-se o predomínio da influência sistema senhorial agrário, ficando as cidades desertas, sendo visitadas pelos senhores coloniais em momento de festas, pois a fazenda era a sua sede. A opulência estava no interior e as cidades estavam relegadas à mesquinhez devido a ausência de uma burguesia urbana independente, resultando no incremento precário das cidades no