Resumo década de 60 no Brasil
O início da década de 60 foi marcado por conturbações na política brasileira. O presidente Jânio Quadros e seu sucessor João Goulart não eram bem vistos pelos grupos conservadores, ao quais temiam a participação política dos setores populares.
A sociedade encontrava-se dividida entre três propostas: a modernização capitalista, a permanência dos interesses conservadores e as reformas de base de cunho nacionalista e socialista.
As disputas políticas durante o governo de João Goulart não foram amenizadas com a implantação do parlamentarismo. O presidente e seus aliados lutavam pela restituição do presidencialismo. Quando o parlamentarismo foi extinto, Jango governou plenamente, porém em pouco tempo foi deposto pelos militares.
Em janeiro de 1961, Jânio Quadros foi eleito com a maior votação até então dada a um candidato, assumiu a presidência da República. Jânio era um político personalista, prometia moralizar a política, acabar com a corrupção e governar para os pobres. Para estabilizar as finanças do país, desvalorizou o cruzeiro, cortou gastos públicos e subsídios e dificultou crédito aos empresários. O resultado disso foi a alta de preços, paralisação de negócios e insatisfação de todos os setores sociais e do Congresso.
Indiferente às críticas, Jânio Quadros adotou medidas ainda mais poêmicas, como buscar reatar relações diplomáticas com a União Soviética. Condenou a tentativa americana de invadir Cuba e, em agosto de 1961, condecorou
Ernesto Che Guevara, um dos líderes da revolução cubana, com a Ordem do
Cruzeiro do Sul. O gesto do presidente, contrariando a política da Guerra Fria, escandalizou parte da opinião pública nacional.
Em 21 de agosto de 1961, o governador Carlos Lacerda denunciou que Jânio estaria preparando um golpe. No dia seguinte, o presidente apresentou sua renúncia sem explicar claramente sua decisão. Caberia ao vice-presidente
João Goulart assumir o poder, fato inaceitável para os ministros