Resumo de "a identidade cultural na pós-modernidade", de stuart hall
Vinicius R. Maderi
Stuart Hall em “A identidade cultural na pós-modernidade” procura demonstrar como o processo de identidade se transformou e como os velhos conceitos acerca do tema foram sendo fragmentados até chegar no sujeito pós-moderno, o que ele chama de identidades “descentradas”. Essa fragmentação gera uma “crise de indentidade” no sujeito, fazendo com que o processos de mudança tomados em conjunto representem um processo de transformação e nos leve a questionar não só o sujeito moderno, mas a própria modernidade.
Para explicar essa fragmentação do sujeito moderno, Stuart Hall explana três concepções simplificadas de sujeito: Sujeito do iluminismo: totalmente centrado, unificado, dotado das capacidades de razão, consciência e ação. Continha um “núcleo interior” que emergia pela primeira vez quando o sujeito nascia e se desenvolvia com ele ao longo da vida, permanecendo o mesmo (contínuo ou “idêntico”). Uma definição individualista do sujeito e sua identidade. Sujeito sociológico: O núcleo interior do sujeito não era autônomo, refletia a relação com “outras pessoas importantes para ele”, que mediavam a cultura da realidade em que ele habitava. Interagia entre o “eu” e a sociedade. O sujeito tinha uma “identidade interior” mas é, ao contrário do sujeito do iluminismo, formada e modificada dialogando continuamente com os aspectos culturais “exteriores” e as identidades que esses mundos culturais oferecem.
Depois de definir essas concepções acerca do sujeito, Hall afirma que elas estão "mudando", a identidade "unificada e estável" está se fragmentando: o sujeito está composto não de uma, mas de várias identidades, às vezes contraditórias ou não-resolvidas. O processo de identificação tornou-se mais provisório, variável e problemático, formando o: Sujeito pós-moderno: Não tem uma identidade fixa, essencial ou permanente, torna-se uma "celebração móvel": formada e