Resumo crítico: a globalização da economia da educação
A GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA DA EDUCAÇÃO
Os movimentos migratórios estão a aumentar drasticamente à escala mundial. Há muito que já não se trata apenas da migração de miséria, como a do flanco sul da Europa, que enche os cabeçalhos dos jornais. Entretanto há também uma crescente migração de gente com estudos. Em muitos países da periferia aumenta o número de estudantes. Mas, simultaneamente, com a crise das finanças estatais, há infra-estruturas que são desmanteladas ou reduzidas às poucas regiões metropolitanas, diminuindo assim as possibilidades de emprego das pessoas com estudos, enquanto o sector privado comprime os salários de entrada.
O “braindrain” ocorreu até agora sobretudo da periferia para os centros. Mas, entretanto, também nos centros muitos jovens recém-licenciados se tornaram precários. É bem conhecida na Alemanha a miséria do “estágio de geração” dos licenciados mal pagos, ou nem sequer pagos, no início da profissão. A migração de pessoas com graus académicos também já atingiu a Alemanha e outros países ocidentais. Neste processo se faz notar a contradição entre a globalização e a economia da educação. O aliciamento torna-se possível porque há uma queda global da procura de licenciados. O horizonte temporal da formação é de longo prazo, enquanto o do mercado globalizado é de curto prazo. Assim, surgem problemas: nalguns sectores há excesso de licenciados, noutros predomina a falta. Isto é diferente de país para país, conforme o desenvolvimento institucional no decurso do processo de globalização. Aqui se esboça a tendência para fazer regredir, por todo o lado, a economia da educação, uma vez que se prefere baixar o excesso de procura de licenciados, “comprando” no exterior licenciados já formados, para as necessidades de curto prazo. Assim se concorre pela força de trabalho que cada país precisa, cujos custos de formação, sempre que possível, não devem onerar o respectivo orçamento. Depois, os países que emagreceram