Resumo 4 OTS III FERNANDA
Oficina de Teoria Social III
Fernanda De Lima Nolibos
Traços essenciais e desenvolvimentos do existencialismo
O existencialismo surgiu na Europa logo após a Primeira Guerra Mundial e se impôs no período entre as duas guerras e se expandiu até se tonar moda nas duas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial. O existencialismo dirige sua atenção sobre um homem finito “jogado no mundo” imerso em situações problemáticas e/ou absurdas. Os existencialistas buscavam falar do homem concreto, o homem na individualidade de sua existência. O modo de ser do homem é um “poder-ser”, um sair fora (um ex-sistere) ou seja, o homem é aquilo que ele decide ser. Sendo assim, a possibilidade é o modo de ser característico da existência, que nas diferentes propostas dos pensadores existenciais, se caracterizará como Deus ou o mundo, a liberdade e o nada. A época que marcou o existencialismo, foi a época de crise, a crise do otimismo romântico que durante o século XIX e a primeira década do século XX, assegurava o sentido da história em nome da razão, da ideia ou da humanidade e fundamentava valores e garantia um progresso certo e irreprimível. O idealismo, o positivismo e o marxismo são filosofias otimistas, captaram o princípio da realidade e o sentido progressivo da história. O homem no existencialismo não é comparado a um objeto no qual se exemplifica uma teoria, o homem considerado pela filosofia da existência também não é um processo simples de uma razão. A realidade não se identifica com a racionalidade nem se reduz a ela, a não identificação da realidade é acompanhada como elemento característico, citados em três pontos básicos do pensamento existencialista: 1) a centralidade da existência ou seja o modo de ser do ser finito (o homem). 2) a transcendência do ser,