Resenha: o vôo da fênix
O fechamento de um poço de petróleo foi a situação escolhida para criar um clima tenso e com vários conflitos de interesses por parte das personagens. Somando-se a isso o preconceito explícito de alguns, temos nas primeiras cenas uma descrição psicológica do grupo que mais à frente irá contrastar com os desafios de se trabalhar em equipe. Uma vez que a aeronave não resistiu a uma tempestade de areia e sucumbiu no meio do deserto de Gobi, em algum lugar entre a Mongólia e a China, passageiros e tripulação ficam completamente desorientados após o acidente e impactados com as duas primeiras mortes causadas pela queda. Nesse momento começa a ganhar destaque um personagem atípico, cujo comportamento distoa do desespero generalizado: sem demonstrar qualquer alteração em seu quadro emocional, Elliot começa a analisar a estrutura da aeronave e por alguns dias faz anotações, enquanto o resto do grupo tenta decidir qual a melhor forma de esperar pela morte, já quase dada como certa. Num momento psicológico crítico, Elliot se apresenta como projetista de aviões e desfia o grupo a construir uma nova aeronave, de menor tamanho, a partir das peças que sobraram do avião antigo. A adesão ao projeto, no entanto, depende da aprovação do capitão Towns, que é naturalmente considerado como líder do grupo. A resistência do capitão, no entanto, eleva ainda mais o sentimento de desesperança. Somente com a contundente reação de um dos integrantes, que prefere morrer tentando atravessar o deserto a se entregar ao destino, é que o então