Resenha O Velho e o Mar Ernest Hemingway
Gilberto Sebastião Junior 15H No livro "O Velho e o Mar" Ernest Hemingway nos envolve numa aventura empolgante sobre um pescador com anos de profissão que há 84 dias não conseguia pescar um peixe seque. A narrativa sobre o velho e solitário pescador é repleta de metáforas que remetem para cada leitor um diferente significado. A fama do velho de ser azarento e por isso que não conseguia pescar mas nenhum peixe já era comentada entre os pescadores do local. Consequentemente os pais do jovem Manolin, seu único amigo e fiel escudeiro, o fizeram trocar de barco. No 85º dia
Santiago decide partir sozinho em alto mar convicto de que a sorte tomaria conta de sua nova caçada. No decorrer da história, a maioria em alto mar, conhecemos o velho a fundo através dos seus pensamentos. Suas conversas sobre peixes, pássaros e com o próprio mar se intensificam na medida em que a solidão aperta seu coração. Santiago faz com que o fluxo de suas reflexões sejam passadas para o leitor e a partir daí se cria uma empatia pelo personagem tão cativante. Posteriormente a relação do velho com o grande peixe que ele busca é de respeito mútuo, como se os dois se entendessem, mesmo o animal sendo sua presa que ele o trata da forma mais respeitosa possível. É o que passa na cabeça de Santiago, uma vez sendo ele o predador e o peixe sua caça ele procura tratalo com respeito, chegando a defendêlo quando a aventura se torna perigosa. Durante todo o tempo em que o ritmo de sua caçada fica mais intenso, ele pensa o tempo todo sobre sua vida, onde suas ações o levaram.
Quando o Santiago começa a falar sozinho, a princípio, não passava de um velho amargurado e caduco. Mas a partir daí nos damos conta de fato de quem é o personagem, um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e luta pela sua sobrevivência na sua inabalável confiança na vida. O livro de leitura leve e despretensiosa, não aborda apenas o