Resenha a Luta pelo Direito
Rudolf Von Ihering, em sua obra A luta Pelo Direito, analisa a justiça não do lado da balança, mas sim do lado da espada. Para esse a Teoria do Direito preocupa-se demasiadamente com a balança, esquecendo-se da espada. A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do Direito. Assim, o autor tem como objeto de estudo o Direito subjetivo, deixando de lado o Direito objetivo. Coloca que a paz é o fim que o Direito tem em vista, a luta é o meio de que se serve para consegui-lo. Relaciona o Direito com a luta que um povo trava para consegui-lo, ou seja, quanto mais um povo lutou pelo seu direito, mais valor este terá para aquele. O autor critica as pessoas covardes e diz que as pessoas devem lutar pelo seu Direito. Em sua opinião, os dois critérios de vigor do sentimento jurídico são a excitabilidade e a energia. A essência do Direito é a realização prática. Assim como ocorre nos campos de batalha, a fuga de um só, do campo de batalha pode levar à perda da luta. Se um único soldado foge do campo de batalha não se terá grande prejuízo para os demais, mas quando vários outros seguem o exemplo daquele prejudicará aos demais que permanecerão para lutar. Assim, ao defender seu direito estais defendendo o próprio Direito. Quando um povo não luta pelo seu Direito a injustiça e despotismo reinam.
No final da obra, o autor menciona o Direito romano em suas três etapas: a do Direito antigo, a do Direito intermediário e a do Direito de Justiniano. Finalizando, o autor tece uma critica ao Direito alemão de sua época, herdado do Direito romano, afirmando que este se preocupa apenas com o caráter pecuniário da pena, não se importando com a lesão moral sofrida pelo litigante.
A obra é indicada a todos os leitores que acreditam na luta incessante para preservação do Direito. Servindo também para as pessoas néscias que acreditam ser capaz existir